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26 de fevereiro de 2013

284 Brasil para C&A: escolhas e opiniões.

Reservei um horário na minha agenda - pois é, eu não trabalho em um escritório 8h por dia, mas eu tenho dias cheios - pra ver essa coleção da C&A em parceria com a 284 Brasil, uma marca de "fast fashion" das "it girls" Lu Tranchesi, Marcella Tranchesi e Helena Bordon. Como só poderia dar um pulinho na loja da C&A mais perto de casa que recebe as coleções - e que, ainda assim, é longe da minha casa e não dá pra ir à pé - depois do almoço, achei que fosse encontrar uma loja devastada e com numerações "de criança" - 34, 36 e 38, hehehe! - apenas... Mas encontrei a loja vazia, as prateleiras cheias e peças que nem me chamaram tanto a atenção. 

Estava tão traumatizada com as coleções da Santa Lolla e da Mixed, ambas cheias de empurra-empurra e cabo-de-guerra pelas peças, que fui desacreditada de conseguir algo legal, do meu tamanho, sem tomar cotoveladas ou ter que me esgueirar pelas araras. Mas foi com a maior facilidade do mundo que consegui ver todas as peças disponíveis na loja - que nunca são todas as da coleção, infelizmente, mas uma grande maioria -, escolher, experimentar e decidir o que levar.

Posso ser sincera? Achei a coleção fraca. Achei as "t-shirts" feiosinhas, as camisas comuns como qualquer outra peça que a C&A teria regularmente, os sapatos muito parecidos com todos os que estão espalhados pelas "fast fashion" por aí - spikes, animal print, captoe ou tudo isso junto e misturado -... Das calças eu gostei, mas os preços muito "salgados", afinal, os produtos tinham a chancela da 284, mas eram C&A ainda assim. Gamei num jeans flare claro com detalhe de tachinhas nos bolsos, mas a 119 dilmas deixei por lá mesmo. 

No fim das contas, trouxe coisas de caveira. Vi muita gente torcendo o nariz para as muitas estampas de caveirinha da coleção, em especial o pessoal com mais de 30, mas como eu, com quase 30, A-DO-RO caveirinhas, não resisti. Trouxe o cardigan - sei que não tem inverno no Rio, mas ele é levinho e eu não tinha nenhum cardigan no armário ainda, ou seja, válido - estampado de caveirinhas, uma blusinha mullet e um colar LINDO com um caveirão pendurado, rycoh demais. Aliás, as bijus estavam lindas de morrer. E carinhas. Mas entre as peças de roupa, os sapatos, as bolsas e as bijus, levaria uma biju de cada e deixaria todo o resto - se tivesse condições financeiras para, hehehe -! 

Sofri com coleção no fim do mês - ô, C&A, ainda mais depois do carnaval! - e sofri com ter achado tudo muito simples e caro pro que era. Uma pena. Quando vi o lookbook, fiquei empolgada e achei que teria dificuldade em escolher o que levar, mas ao vivo a coisa não foi bem assim... E acho que não fui a única a ter essa opinião: a loja estava às moscas. Pra quem viu aquela loja enorme, da Praça Saes Pena, lotada de gente se acotovelando pela coleção da Mixed, deu até dó de ver meia dúzia de "gatas pingadas" vendo a coleção da 284 Brasil... Enfim, né? Acho que o timming foi ruim, bem como as peças, do tipo que poderiam estar em qualquer seção das "fast fashion" da cidade e com preços melhores.


Cardigã (preto ou branco) - R$89,90
Blusa Mullet (branca) - R$49,90
Cordão Caveirão - R$29,90

29 de novembro de 2012

Mamãe fashionista.

Ando muito interessada em moda. Moda? Sei lá o que posso chamar de "moda" (vocês aí do segmento, me esclareçam o que é moda, ok?), já que não compreendo os detalhes do termo como compreendo, por exemplo, do termo "cibercultura" - já que passei três meses e meio, mais ou menos, da vida SÓ estudando isso. Mas gosto de ler blogs sobre o assunto, de ver os Instagram das "It Girls", adoro dar minhas passadinhas, entre uma correria e outra do dia-a-dia, nessas grandes varejistas e adoro mais ainda quando elas inventam essas "coleções especiais", mesmo que a mulherada saia no tapa pra conseguir uma camisetinha que seja!

Sou gordjeenha e é complicado "acompanhar" tendências quando a maior parte delas "acompanha" as magrinhas. Li [aqui, ó: Entre Topetes e Vinis] que a gente não tem que estar nem aí e tem que usar o que quer ou gosta, mas acho de verdade que alguns tipos de roupa vestem muito mal quem é cheia de curvinhas e que não vale a pena, por mais que a gente queira, usar algo que não cai bem de jeito nenhum no corpo da gente. Fora isso, é festa. Pra mim, então, é como um alívio mental. Sair um pouco do universo de mãe, dona de casa e monografanda - ex, se Deus quiser, a partir do próximo dia 7 - e entrar no universo da mulherzinha que adora roupas, bolsas, sapatos é uma espécie de "tempo só meu", não importa se para ler blogs, ver Instas alheios, montar looks em cima da cama ou, de fato, ir às lojas experimentar as coisas e, eventualmente, comprá-las. 

Um amigo sugeriu que eu montasse um lookbook. Sabem como é? A pessoa veste as peças, faz fotos e cataloga. Eu não tenho quem tire minhas fotos. Eu sequer tenho um espelho decente que dê pra fazer fotos de corpo inteiro. E eu, ainda que caminhe para a aceitação do meu corpitcho plus size, ainda tenho muita vergonha de fotos de corpo inteiro. Mas é pra se pensar, sem dúvida. Ando tão "curtidora" dessas coisinhas que acabaria até aceitando montar meu próprio lookbook se alguém viesse me fotografar! *fica a dica!*

Tenho um jantar de amigos no sábado e já estou aqui "matutando" o que vestir, aproveitando que a monografia está prontinha pra ser entregue e que eu posso me dar ao luxo de ficar pensando no que eu quiser! 

Seguem umas fotos que publiquei no meu Instagram [http://instagram.com/ninatogashi]. Preciso mesmo de um espelho de corpo inteiro, né?

Rasteirinha mint Santa Lolla para C&A - que nem precisei pegar "no tapa" porque achei dias depois na C&A do Shopping Via Parque "dando mole" e remarcada  + pedacinho da calça cigarrete floral Mixed para C&A - que peguei "no tapa" (ok, nem tão "no tapa" assim, só peguei rapidinho antes que alguém pegasse porque eram muitas mãos segurando muitas coisas na arara, mas não bati em ninguém não, tá?) porque era a única com meu tamanho na arara.

Camisa branca Mixed para C&A + maxicolar de caveirinhas da feirinha + jeans SlimBoot Cut da Renner que nem dá pra ver... Cadê meu espelho decente, gente?

Bata branca da Leader + short da Renner + sapatilha Santa Lolla para C&A

Camisa mint da Renner + short branco C&A. Eu ando MUITO viciada em camisas, sinto que me vestem muito bem!

24 de agosto de 2012

A gordinha e o jeans boot cut.


Dizem que gordinhas e jeans não combinam muito, mas fato que eu não vivo sem ter (muitas) calças jeans no meu armário. Vivo em um engorda-emagrece e, com isso, acabo comprando muito mais calças do que compraria se fosse um ser essencialmente magro. Mas e daí, né?

Outro fato é que eu tenho calça jeans de tudo que é tipo (menos sarouel porque, né... não preciso explicar.) e que não tenho essa de "esse modelo não cai bem em gordinha". Compro mesmo, uso mesmo. Mas devo admitir que, nas últimas compras de jeans que fiz, descobri um modelo (acho que descobri, uma vez que não lembro de ter tido calças nesse modelo em momentos anteriores da minha vidinha) que achei per-fei-to para meu quadril largo e minhas coxas (hiper) grossas: o boot cut (ou slim boot cut).

A estrutura da calça é, mais ou menos, assim: cintura média/baixa, cavalo curto, quadril largo, ajuste nas coxas e leve saliência da panturrilha pra baixo, abrindo uma boca que não é de sino, mas que também não é justa como as das calças retas e skinny.

Quando visto um dos meus dois pares (sim, precisei ter dois pares desse modelo de tão bem que me senti vestindo ele), automaticamente ouço a música da Rosana de fundo. HAHAHAHAHA. É, a calça veste muito bem mesmo essa gordinha aqui e me dá uma aparência mais esguia (dentro do possível).  Ah, e o MAIS legal: o modelo cai tão bem nas minhas curvas que sempre compro um número menor! Nada pode ser mais saltitante pra auto-estima da gordinha!


E vocês? Qual modelo de jeans preferido? Alguma dica pra essa que vos fala e seus "quilinhos" a mais? 

12 de agosto de 2012

Se joga, bonita!

Infelizmente não consegui fotografar o "visual" completo da festa. A iluminação local não cooperou muito - e o tamanho dos espelhos também não! Mas cacei a chance de fazer uma dessas "fotos orkutizadas" em frente ao espelho mesmo, só pelo registro do que dava pra ser registrado.

O que me sobrou disso tudo mesmo, dessa enorme "preparação" para ir a uma festa de uma pessoa que eu sequer conhecia, foi o fato de ter, realmente, me sentido muito bonita depois de arrumada. Ainda me senti gorda  - porque, para os padrões mundiais de "magreza" e brasileiros de "saradice", eu estou bastante gorda mesmo -, mas me senti bonita. BO-NI-TA. Sabem bonita? Então, bonita. Mesmo que ninguém tenha me elogiado e/ou pensado o mesmo - não tem como saber, não leio mentes! 

Eu passei um tempo enorme "me namorando" nos espelhos. E não conseguia me lembrar da última vez em que senti algo assim. Tá aí uma coisa difícil de acontecer comigo: me sentir bonita. Ainda mais depois da gravidez, do nascimento do Dudu... Pouco tempo pra me cuidar, muito cansaço pra frequentar a academia dignamente, crises e mais crises - que vem sendo "cuidadas" com o auxílio da terapeuta - de vontade de comer o mundo... 

Ali estava eu, numa festa repleta de pessoas mais jovens, mais descansadas e, claro, mais magras - infelizmente isso conta muito pra sociedade, né? - que eu e eu ainda achava que estava bonita, muito bonita mesmo! 

Que delícia! 




P.S. Agradecimentos mais que especiais às minhas cunhadas, Bárbara e Claudia, que me maquiaram lindamente! Fez muita, muita, muita diferença mesmo. Obrigada, de coração!

11 de agosto de 2012

"Hoje eu vou assim".


Tenho um aniversário de 15 anos pra ir hoje. É, um aniversário de 15 anos. Achei que só iria a festas desse tipo nos meus 15 anos ou quando tivesse um filho nessa idade. Mas cá estou eu, aos 27 anos de idade, indo a uma festa de comemoração de 15 anos (de uma menina que nem conheço). 

Fato é que não vou a festa de qualquer tipo desde que engravidei. Natal e Ano Novo não contam, né? Então eu não tinha roupa e nem acessórios apropriados. E não tinha tempo! Acho que a parte mais complicada é não ter tempo. Considerei (muito) ir "mulambinha" com uma combinação de qualquer coisa que tinha no armário, mas a mulher dentro de mim falou mais forte e eu fiz mágica nos meus dias pra conseguir montar um look que eu considero decente.



Precisei de DUAS semanas pra caçar tudo que vou usar pra festa (e que nem é tanta coisa assim). Vida de mãe/monografeira sem babá é assim mesmo, né? Mas vão aí os elementinhos que eu consegui reunir e que me deixaram bastante satisfeita. O traje da festa é "esporte" e acho que essa combinação passa, né?

Vestido Mercatto por R$49,90
Clutch dourada da feirinha de Vila Isabel por R$30,00
Maxi colar de caveiras também da feirinha por R$25,00
Anel tipo "Cocktail Ring" da Pink Biju por R$5,00 (na promoção de tudo com desconto de 50%)
Melissas Ultragirl Glitter que já eram minhas e brincos de brilhantinho que não estão na foto, mas que também já eram meus.



Deu pra montar um visual com um preço bacana e com peças que, certamente, ainda serão muito usadas em ocasiões distintas. Foi um investimento "saudável", na minha opinião.

O que vocês acharam?

6 de julho de 2012

Plus Size.

Notei que rola um "encorajamento" pra que a galera seja menos preconceituosa com as moçoilas grandes como eu. Não sei se isso é coisa de tempos, mas só reparei agora que resolvi fazer todo um trabalho de aceitação do meu tamanho (isso sem deixar de comer bem e fazer meus exercícios, que fique bem claro). 

Vou ser sincera: acho legal. Acho legal porque esse "padrão de beleza esquelético europeu" não cabe na nossa realidade brasileira (não cabe na minha, pelo menos!). Somos tão variadas! E isso é tão bonito! Mas, de repente, queremos todas ser Gisele, mesmo que nem todas descendamos de europeus instalados no sul do país. Eu, que até tenho meu pézinho na Alemanha, puxei mais o lado grande e grosseiro do que esse lado magro, tábua e "lindo".

Ser gordinha não tem a ver com ficar o dia todo em casa sentada no sofá comendo porcaria. Eu tenho uma dieta balanceada, evito doces, evito refrigerantes, frequento a academia, bebo muita água e não tenho um minuto de sossego quando meu filho tá em casa (é tipo fazer um monte de exercício aeróbico, sabem? mais do que a cota indicada! Hehehehe...). Eu tenho um biotipo que não cabe, nem que eu queira, no padrão 40kg de beleza mundial. 


Esses dias recebi uma mensagem sendo convidada para um "casting" de "new faces" "plus size". Nossa, quanto termo entre aspas! Hehehehe... Mas é! "Casting" e "new face", pra mim, eram coisas bastante inéditas. Não levo jeito nenhum pra essas coisas, não tenho a menor vontade de tentar ser modelo plus size (inclusive li, esses dias, um texto que dava umas dez razões pra não se ser/tentar ser modelo plus size e achei super convincente, hehehehe!), não acho que tenho corpo/rosto pra isso. Achei que era golpe, caí na gargalhada, mas era coisa séria! Entrei em contato, vi que a agência era super séria, que a seleção era super séria e agradeci, mas não quis saber de participar.


Fiquei surpresa! Não exatamente feliz, mas surpresa porque jamais imaginaria receber um convite desses na minha vida. Eu brigo o tempo inteiro com a balança e, de repente, acham que eu posso vir a representar um monte de mulheres que o mercado andava ignorando, assim do jeito que eu sou. Fiquei contente com tamanha mudança no pensamento coletivo. É, acho que fiquei sim.

Não tenho a menor pretensão de ser considerada bonita pelos outros. Quero me considerar bonita. Isso já estaria de bom tamanho. Mesmo que a mídia insista em me vender uma imagem que não cabe em mim (nem que eu faça todo o esforço do mundo!). 

Keep calm and... seja feliz consigo mesma! :)

19 de maio de 2012

Plus também é bonito!

Olha, eu perdi 14kg desde outubro. Só. Só isso. Queria perder 30kg e voltar a ter o peso que tinha antes da gravidez (e que me satisfazia, apesar de não satisfazer ao meu IMC). Por três meses eu fiz a dieta mais rígida do mundo e chorei vendo gente comer coisas que eu "não podia" (POIS É!). Aí veio Natal, Ano Novo, Férias... E eu resolvi que voltaria a comer, de vez em quando, as coisas que gostava porque, cá entre nós, o sacrifício estava sendo muito maior do que eu podia suportar. É, gente, eu gosto de comer. Eu gosto de cozinhar, eu gosto de comer. 

Nos primeiros meses de vida do meu filho - sim, aquele período mega caótico no qual a gente não dorme, não come com calma, não descansa, não consegue assistir 15 minutos de televisão e nem falar 10 minutos no telefone -, a única coisa que me deixava "melhor" era comer. E eu comi. E eu comi 15kg, além dos 13 que eu já tinha ganho na gravidez. 

Uns 14kg eu já eliminei. Sofrendo horrores, mas eliminei. Decidi parar de sofrer horrores e só sofrer um pouquinho, de uns meses pra cá. Não ganhei nada, mas não perdi. Continuei visitando a nutricionista, mas continuo comendo no BurgerKing de vez em quando. Não faço mais uma dieta tão restritiva, mas mantenho muitas coisas que aprendi com ela: comer mais salada (as cruas, em especial), comer menos arroz (3 colheres rasas de sopa, uma vez ao dia), não misturar arroz com macarrão, batata, aipim e coisas do gênero, diminuir a quantidade de carne vermelha na semana, beber mais água, etc. Mas acabou a paranóia de "NÃO POSSO COMER PIZZA!". Acabou mesmo, porque a gente é fã de pizza aqui em casa e eu como, pelo menos, duas fatias por semana (na sexta à noite, que é noite oficial de pizza e noite de não fazer comida na minha casa). 

Vale a pena? Não sei. Eu sou ridiculamente imediatista e queria, no primeiro momento, emagrecer todos os 30kg em três meses, achava que ficaria desanimadíssima se não conseguisse algo do tipo. Agora já comecei a aceitar melhor algumas coisas.

Aceitei que não adianta não comer o que se gosta e ficar chorando, resmungando, de mau humor o resto do dia. Então eu como. Moderadamente, mas eu como. Aceitei que eu não vou ser algo que eu nunca fui: magra. Aceitei que ser "plus size" é bonito também (tinha dificuldade de me achar bonita sendo gordinha, embora nenhuma dificuldade de achar outras gordinhas lindas...). Aceitei que eu caibo bem no tamanho 46 e que isso é legal, mesmo que seja o maior tamanho encontrado nas lojas (em algumas é o 44, nessas eu nem entro!). Aceitei que ser "plus size" não é se descuidar e comer todas as besteiras do mundo e ver tv em todas as horas vagas, por isso continuo com meus exercícios e com as novas regras de alimentação que assimilei pós-dieta. Aceitei que algumas pessoas vão olhar, vão criticar e que, gente, tudo bem!  Porque eu também vou olhar e criticar algumas pessoas por outros motivos... Afinal, somos todos humanos e fazemos isso mesmo, não tem jeito. 

É bonito ser quem você é, magrinha ou gordinha. E não é demagogia. Eu sou bem gordinha, bem mais do que eu seria no meu mundo ideal. Mas eu vivo no mundo real, né? E eu sou bonita sendo bem gordinha. É bonito. 

É bonito sim!